O começo de um novo ano é uma ótima desculpa para começar a organizar as suas finanças. Ainda mais em tempos de crise, quando ninguém sabe ao certo o que vai acontecer nos próximos meses.
A única certeza é que não é hora de torrar tudo o que sobrou do 13º, muito menos de planejar uma viagem com direito a gastança em moeda estrangeira — afinal, não dá para prever qual será a cotação quando a fatura chegar!
Se você está contando as moedinhas
Para quem está rolando dívidas, o melhor a fazer é quitá-las o mais rápido possível. Veja algumas dicas:
- Faça o possível para eliminar os juros mais altos e cogite a possibilidade de trocar a dívida do cartão de crédito, que tem juros de cerca de 10% ao mês, por um empréstimo bancário, por exemplo, que tem correção mensal de 2 a 4,5%.
- Faça um levantamento detalhado de todas as despesas fixas (contas de energia elétrica, telefone, aluguel e condomínio, transporte, alimentação) e as ocasionais (reparos domésticos e no automóvel, taxas e impostos) e veja se cabe tudo no seu bolso. Em caso negativo, é hora de definir quais são as prioridades.
- Estabeleça um orçamento real e corte os gastos desnecessários (como presentes, passeios e lazer, jantares especiais, compras etc.). Após quitar todas as pendências, defina para essas despesas uma quantia mensal que não deve ser ultrapassada.
- Deixe cartão de crédito e cheques em casa. Prefira o cartão de débito para evitar surpresas.
- Policie-se para não utilizar o limite do cheque especial (esse dinheiro não é seu!) nem ultrapassar o valor definido para as despesas mensais.
- Planeje-se para manter uma reserva para possíveis emergências, nem que seja de R$ 10 ou R$ 15 por mês. E não mexa nesse dinheiro a não ser em casos extremos (lembre-se: um presente não justifica o gasto!).
- Sempre que possível, negocie os valores de serviços (eletricista, encanador, mecânico) e compare preços antes de comprar qualquer coisa. As economias podem ir para a poupança ou serem destinadas a outras necessidades.
Se tiver dinheiro guardado
Você tem uma poupança legal ou dinheirinho extra que entrou na conta? Apenas considere a hipótese de investí-lo se não for precisar utilizá-lo tão cedo.
A crise pode ser uma oportunidade para quem deseja investir a longo prazo — o que significa cerca de 5 anos, pelo menos — já que as ações que estão em baixa hoje devem subir e, aí sim, poderão ser vendidas por muito mais. É um negócio de risco, é preciso ter cautela e sangue frio para superar os altos e baixos do mercado financeiro. Para isso, procure cursos para investidores iniciantes na Bolsa de Valores e prepare-se para a aventura.
Agora, se você tem o perfil mais conservador, aposte nos fundos de renda fixa (o CDB é um exemplo). Sempre vale a pena conversar com o seu gerente para que ele oriente sobre taxas, prazos para resgate e rendimentos. Na dúvida, pergunte. E, se não quiser inovar muito no investimento, aposte na boa e velha poupança, que tem renda baixa mas garantida. O importante é não deixar o dinheiro parado na conta e não correr o risco de gastá-lo sem necessidade.